04/10/2006 13:40
Diário de um louco


Querido diário. Hoje, comi couve-flor. Pois só como flor na primavera. Aliás, será que a primavera é filha da mãe natureza. E se Vera é minha prima, a natureza é minha tia. Ah, quantas dúvidas. Duvido até que do ouvido sai cera. Será? O que? Que há cegos num dia de verão. Pois é. Que Zé? Se eu quiser eu ponho. O que? O por-do-sol. E se eu ponho o sol, por que ele se esconde? Esse mundo tá louco. Tá todo mundo louco. Louco varrido no meio de uma pá de loucos. Se pá, vassoura e lixo. Será que posso lixar um latão de lixo com uma lixa? Caiu a ficha? Apanhe e ponha no arquivo. Arquivo morto? Quem matou? O mata-borrão ou o apagador? Quem apaga a dor é remédio. E se for grande, pode ser relongo? E pequeno, recurto? Um novo curto? Circuito? De que? Fórmula 1? A fórmula se formula. Se for mula não é burro, nem besta ou jumento. Jumento, o que é? Um asno mentolado? Com menta? Comenta o que? O que foi dito, falado, visto. Quem vista, assina. A sina de toda vida é viver. Se vi, por que preciso ver? Vejo porque olho. Óleo frita, queima, acende. Se ascende, sobe. E o que sobe desce. Desse, daquele, não importa. Exporta. Ex-porta? Tá aberto? Feche, sele. O que? A carta? Não o cavalo. Ao cavá-lo, tens um buraco. Não gosto de jogo, muito menos de baralho. No bar, tenho alho. No meio das pernas um .....................................”R”. Sua mente tá poluída. Como, se o cérebro é oxigenado. Meu cérebro é loiro? Ou louro? Aquele que fala ou o que põe no feijão? O que dá o pé. Mas louro dá no pé. Então corre, se manda. Quem manda, ordena. O outro obedece. Mulheres usam OB quando desce . Mas como? O que, comida? Com ida. Sem volta. Sem rumo. Como minha vida, mas estou sem fome. Comi couve-flor. Só como na primavera....

Ramón Eliachar
enviada por nativo






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